Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for the ‘Joana Gaudêncio’ Category

A Minha Gata

A minha gata chama-se Babá, tem um ano e nasceu no dia dezoito de Maio de dois mil e dez.
Eu adoptei a Babá, quero dizer, foram os meus pais e mais dois amigos que me fizeram uma surpresa porque tive umas notas muito boas e passei de ano da escola e porque tinha perdido uma coelhinha havia uns meses que se chamava Matilde.
Mas eu primeiro tive que pensar numa coisa: eu estava com medo que a Matilde pensasse que eu a ia trair com outro animal e na primeira oportunidade em que os meus pais perguntaram se eu queria ter um gato e eu disse que não sabia e ainda hoje não sei se procedi correctamente. Eu já sei que se nasce, vive-se e morre-se, mas a Matilde estará sempre no meu coração e sei que ainda a vou ver daqui a uns tempos.
O mais engraçado na Babá é que ela tem uma banha toda descaída para baixo. Mas, como ela é muito magrinha nas outras partes do corpo e como a banha tem uns pelinhos,  quando ela está a correr a banha abana para um lado e para o outro.
Quando eu chego a casa, não costumo bater à porta ou tocar a campainha. O mais fascinante é que, quando eu abro a porta, é que ela está à minha frente, e quando eu fecho a porta ela vai logo a correr para o meu quarto e manda-se para o tapete que eu tenho e fica de barriga para cima para eu lhe fazer festinhas.
Eu tenho um robe com que me tapo quando eu tenho frio. De repente vejo a Bábá a correr para cima de mim. Mas ela quer é saltar para cima do robe e o mais estranho é que ela parece que está a mamar no robe porque se calhar a barriga da mãe devia ser tão fofinha como o meu robe.
Bem, ainda há mil coisas para contar, mas isso ia demorar muito tempo. O que eu posso dizer é que ela  é a minha gata de eleição e eu gosto muito dela.

Joana Gaudêncio, 10 anos, 5.º ano

Read Full Post »

Um dia, na ilha de Madagáscar, uma girafa que se chamava Melman estava a comer umas deliciosas folhas de uma árvore linda e, de repente, vê uma formiga a tentar trepar à árvore.
-Olá, chamo-me Little, está tudo bem consigo? – perguntou a formiga com dificuldade.
-Não, não está tudo bem comigo. Tu não paras quieta um segundo e assim não me consigo concentrar no sabor destas folhas maravilhosas! -disse a Melman muito irritada.
-Oh! Peço imensa desculpa. Eu vou-me embora. Eu não a queria incomodar. Muito gosto em conhecê-la.
E lá foi a formiga a chorar por não conseguir ter amigos. E a girafa, com pena, foi ter com ela e disse-lhe:
-Espera, desculpa a forma como te falei. Às vezes sou um bocado desagradável!
-Não faz mal. A culpa não é sua, é minha. Sempre que estou com alguém estrago tudo.
-Isso não é verdade, tu até foste muito simpática. Mas olha: vamos começar tudo de novo. Eu chamo-me Melman e sou uma girafa muito rabugenta e tu?
-Eu chamo-me Little e sou uma formiga normal.
-Porquê Little?
-Porque quer dizer pequenina em inglês e como eu sou pequenina chamaram-me assim.
-Ah, ah! -exclamou a girafa.
-Bem, já está a ficar tarde… tenho que ir para casa; ah…já me esquecia… não tenho.
-Porque que não tens casa?
-Porque como eu sou muito pequenina expulsaram-me de lá.
-Não! que injustiça! Mas agora onde é que vais morar?
-Não sei. Vou ter que construir um lar sozinha.
-Nem penses! Se quiseres podes vir para minha casa, queres?
-A sério?! Não se importa?! Muito obrigada, gosto muito de si.
-De nada. E não me trates por você.  Como já somos boas amigas, não é preciso.
E, a partir daquele dia, a girafa e a formiga foram felizes para sempre.

Joana Gaudêncio, 10 anos

Read Full Post »

O Cavalo Mágico

Era uma vez uma menina que se chamava Raquel e que era muito pobre. O maior sonho dela era ter um cavalo.

   -Se eu quero uma coisa tenho que trabalhar nela – pensou ela um dia.

Primeiro tinha que fazer umas coisinhas extras. Tinha de se esforçar para subir as notas, estar mais atenta, chegar a casa e fazer logo a mala, depois logo de seguida ir tomar banho e ajudar os meus pais nas tarefas domésticas. Além disso, esqueci-me de dizer que os pais estavam desempregados e mal tinham dinheiro para comprar comida. Mas, falando de outro assunto…

Passado os dias o pai contou-lhe que tinha arranjado emprego numa cavalariça. Como ela gostava muito de cavalos, um dia pediu-lhe para ir com ele.

Na sexta-feira seguinte, como não tinha aulas porque era feriado, foi com o pai. Quando entrou na cavalariça e olhou para os cavalos, ficou tão emocionada que de repente o coração começou a bater tão depressa como as patas dos cavalos a correr a galope.  Ao passar por um canto, viu um cavalo todo sujo e sem tratamentos no corpo e fui perguntar ao pai o que se passava com ele.

-Pai porque é que aquele cavalo tão lindo está naquele estado?”

-Ah, esse cavalo …, o dono vai abatê-lo hoje”- respondeu o pai.

-O quê? Como é que podem abater um cavalo tão meigo e dócil? -disse ela muito enervada.

-A vida é assim, não se pode fazer nada.

-Eu não acredito nisto! Eu vou tratar dele e vou conversar com esse…”Boss”mal criado!

Quando ela estava a dar banho ao cavalo ele virou a cabeça, olhou para ela e deu-lhe uma lambidela. Nesse momento ela sentiu que tinha que salvar aquele cavalo, que tinha que lhe dar todo o amor que ela tinha e ia lutar para isso. E depois de tratar do cavalo ela foi falar com o dono.

-Olá ,chamo-me Raquel e sou filha do Miguel Correia e eu gostava de lhe dar uma palavrinha, posso? – perguntou ela.

-Claro que podes.

-Olhe, eu fui à cavalariça e vi um cavalo lindo, todo maltratado e eu não tolero isso porque o meu sonho é ter um. Por isso não deve fazer isso e eu sei que são animais e há muitos no mundo, mas eles são seres vivos e têm tanto direito de viver como nós.

-Sim, claro… Mas aquele cavalo não faz nada… Até parece um burro .

-Desculpe, mas por favor não lhe chame isso. E porque é que acha que ele lhe parece um burro?  Não será porque está todo sujo e não se sente confortável ou porque não gosta de si?

-Pois, nunca tinha pensado nisso…

-Pois, mas deve-se pensar primeiro nas coisas do que depois fazê-las.

-Está bem. Eu vou mandar os homens não virem abater o cavalo.

– Fixe , obrigado. Mas…já agora, posso-lhe pedir outro favor?

-Depende, diz lá.

-Olhe, eu apaixonei-me por ele e queria lhe pedir se podia ficar com ele, assim tipo adoptá-lo?

-Sim, claro, mas vais ter que pagar… Deixa-me lá ver…a água, a ração , o alojamento e muitas mais coisas.

-O quê?  Está bem. Sabe-me dizer mais ou menos quanto custa?

-Por volta de cinquenta euros por mês, mas como tu foste muito querida e gostei muito de ti pode ser dez euros por mês, está bem assim?

-“A sério? Muito obrigado.- agradeceu ela de contente. E foi a correr dar-lhe um abraço.

E depois já estava na hora de se ir embora e de arrumar as coisas. Foi à cavalariça dar um beijinho muito grande ao “Boss”. Sabes porque é que te vou chamar assim? Porque gostei muito do teu dono. E o Boss relinchou como se tivesse a rir.

-Até amanhã, gosto muito de ti.- disse ela.

E durante a viagem de carro ela estava a pensar como é que ia arranjar os dez euros por mês. De repente pensou numa bancada de limonada e como ela tinha umas caixas de cartão e tinha vários limoeiros dava tudo na perfeição. E como ainda estávamos no princípio do mês ainda dava tempo, e este mês tinha 30 dias o que era bom.

E durante os intervalos na escola ela tinha uma mochila com o material e montava a bancada, e cada copo de limonada custava um euro e como um mês tem entre trinta ou trinta e um dias e como devia vender cinco copos por dia ia sobrar uns…uns…deixa-me lá fazer a conta “30 vezes 5 dá 150…menos 10 que eu tenho de pagar… sobram 140…” Pois então este mês ia receber 140 euros e o resto que sobrava ficava para as despesas dos pais.

E todos os dias a Raquel ia à cavalariça montar, acariciar, tratar do Boss. Passado uns tempos, ela ia a concursos e ganhava-os todos. E,  como prémio ganhava para aí dois mil euros e os pais dela tinham profissões muito boas e ganhavam bem e a ela era a melhor aluna da turma e o Boss era um campeão mundial.
Joana Gaudêncio, 10 anos, 5.º ano

Read Full Post »

O Livro Especial

 

Um dia uma menina que se chamava-se Luísa era filha única e um dia sentiu-se muito sozinha. -Pai! O que é que eu posso fazer para não me sentir sozinha? – perguntou ela um dia aos pais – Ah! Já sei, Pai, podem arranjar-me um irmão? – continuou ela.

-Não querida, íamos gastar muito dinheiro e ia dar muito trabalho. Mas sabes o que é que

podias fazer? – disseram eles.

-Não, o quê? – perguntou a Luísa.

-Podíamos ir comprar um livro em Carnaxide, na Feira do Livro.

-Um livro?! Mas eu ia sentir-me sozinha na mesma!

-Não te vais arrepender, acredita – repetiram os pais.

E lá foram eles à Feira do Livro. Quando lá chegaram, ao andar entre os stands das editoras,  a Luísa ouviu uma voz.

-Psst!Psst!

E ela, como não vislumbrasse ninguém a falar com ela,  ignorou a voz e virou a cabeça.

-olá, desculpa se te assustei – disse a voz outra vez – Eu só queria ver se me ouvias e queria ter um amigo. Ah,…e chamo-me « AMIZADE». Olha para o teu lado esquerdo e repara num livro roxo a dizer «AMIZADE».

A Luísa olhou e pensou para consigo:

-Que estranho! Um livro falou comigo.

-Sim, eu sou especial por causa do meu título e eu necessito de companhia – continuou ele.

-Olá, eu também preciso de companhia e tu pareces ser muito querido e assim é como se eu

tivesse um irmão .

-Tu também pareces ser querida.  Mas eu estou aqui muito sozinho porque  ninguém me quer comprar – disse o livro muito triste .

-Não te preocupes. Se quiseres, eu levo-te. Queres? – Perguntou a Luísa.

-Sim, quero muito! Iupi ! Iupi! Obrigado, muito obrigado! Disse o livro muito emocionado.

-Então espera um pouco , que eu vou perguntar aos meus pais.

E lá foi ela.

-Pai! Já encontrei um livro. Podes comprar-mo? – perguntou a Luísa

-Claro, filha, eu disse-te que ia ser fácil.

A Luísa pelo caminho estava a falar com o livro e os pais começaram a achar estranho e

-Querida, estás a falar com quem? – perguntaram eles, curiosos.

-Estou a falar com o meu livro.

-Está tão entusiasmada que até fala com o livro – disseram um para o outro.

Ao chegarem a casa a Luísa levou o livro para o seu quarto e perguntou-lhe tudo sobre ele,

como é que ele conseguia falar com humanos, como era a história dele…

Chegou a noite e o livro perguntou-lhe se ela queria que lhe lesse uma história e ela

disse que sim. E, todos os dias, durante as semanas seguintes, todos os meses eles os dois

inventavam, contavam histórias, brincavam, falavam juntos e assim tinham um amigo com

quem contar e com quem passar o tempo..

 

Joana Gaudêncio, 10 anos

Read Full Post »

Andar a cavalo chama-se equitação ou hipismo.

O Hipismo é a arte de montar a cavalo que compreende todos as práticas desportivas que envolvam o animal.

Eu gosto muito de andar a cavalo, mas há pessoas que tem muito medo de andar. Nós começamos a ter confiança nele e, quando a aula acaba , queremos logo andar mais. Um dia, como eu tinha tanta confiança no cavalo, ( num dia muito quente os cavalos ficam muito excitados porque são cavalos de sangue quente ) também me sentia bem, mas, de repente, o cavalo começa a andar a galope (máximo nível de velocidade do cavalo) no picadeiro e deu cinco voltas. Como ele ia tão depressa, eu caí e desloquei o meu ombro. Depois fiquei muito desiludida com ele porque nessa altura ainda não sabia por que é que ele tinha ficado assim e durante umas 3 semanas não voltei a andar a cavalo.

Mas como a nossa ligação era muito forte, eu não consegui esperar mais tempo e voltei lá ao centro hípico, fui à box dele (box é o sitio onde os cavalos estão), e eu senti que ele me estava a pedir desculpa. Por isso voltei a andar outra vez e agora já estou na sela 3 que é o nível para preparação para os saltos.

Há vários tipos de provas na equitação como por exemplo as provas de saltos, dressage, corrida, pólo, etc. E agora vou-vos contar do que tratam:

Dressage(ou Adestramento)

Nesta prova, o cavaleiro deve executar uma série de movimentos num determinado período de tempo. Os jurados avaliam o competidor com notas de 0 a 10.

Saltos

Nos saltos, o cavaleiro deve transpor, na sua totalidade, com seu cavalo, entre 12 a 15 obstáculos ordenados numa pista que mede entre 700 e 900 metros. A altura dos obstáculos vai de 0,40m a 1,60m, dependendo da categoria. Para a chamada Equitação Fundamental a altura dos obstáculos vai de 0,40m a 0,90m. O vencedor será o cavaleiro que terminar a pista mais rápida, sem cometer faltas.

E ainda há o enduro equestre (prova em longa distância separada por etapas), volteio (ginástica sobre o cavalo), prova do laço, baliza, prova dos três tambores e o cross-country.

 

Joana Gaudêncio, 10 anos

Read Full Post »

O Valor da Amizade

Na minha opinião a amizade é uma das coisas mais importantes do mundo porque nós, para sermos felizes, precisamos uns dos outros.  Infelizmente as pessoas são muitas vezes egoístas e invejosas querendo o mal dos outros e não o bem.

Esta história que eu agora vou contar é um exemplo disso:

Um dia, na escola, uns senhores de um programa na televisão foram lá à escola oferecer uns cartões gratuitos em chamadas durante um mês, e pediram para nós fazermos uma fila e eu fiz o que mandaram. De repente, um menino chegou, e meteu-se à minha frente.

-Olha, desculpa, mas eu estava à tua frente – disse-lhe eu.

Ao dizer isso, ele empurra-me com tanta força que até eu caí no chão. Quando me consegui levantar, ele dá-me logo de seguida uma chapada na cara.

Eu abandonei a fila porque, como eu tinha andado numa escola privada, não estava habituada a este tipo de comportamento. Porque nesse colégio havia muita vigilância e naquela escola só havia um auxiliar.

Quando saí da fila, uma amiga veio  ter comigo a perguntar-me  se estava tudo bem, o que se tinha passado… E eu senti-me muito bem porque tinha uma amiga com quem contar. Outro meu amigo também me acarinhou e como ele tinha 3 cartões daqueles, por ser meu amigo, deu–me um.

E assim fiquei muito feliz por saber que tinha pessoas com quem podia contar.

Joana Gaudêncio

Read Full Post »

A Volta à Minha Infância

Durante vários anos eu frequentei o Colégio de Alfragide, onde fiz o pré-escolar e depois os quatro anos do primeiro ciclo, até ao quarto ano.

Quando terminou o primeiro ciclo, os meus pais decidiram que eu ia para uma escola oficial. Assim,  fui para uma escola pública em C., de nome V. S..

Embora não esteja sozinha em relação aos meus colegas antigos ( tenho três colegas que também andaram no Colégio ),  já começava a ter saudades do colégio e perguntei aos meus pais se podia ir para a Sala de Estudo. Como depois das aulas não tinha nada para fazer, só os T.P.C(s)e não tinha companhia resolvi pedir para ir para lá, porque assim sempre tenho antigos amigos de outras turmas e as pessoas que trabalham no colégio de quem continuo a ser amiga.

Desta forma, faço os T.P.C(s) na sala de estudo, estudo, faço jogos com o Dr. Romão sobre várias matérias, tiro as minhas dúvidas e estou acompanhada  e os meus pais concordaram  e mandaram uma mensagem a perguntar se podia ir na terça-feira.

Como eu estava um pouco ansiosa, estava deserta que chegasse esse dia.

Nesse dia chegou a carrinha do colégio e eu, ao entrar vi a Dona Rosa e o Sr.Zé e foi muito bom vê-los de novo e começámos a falar como ia a escola.  Depois a Dona Rosa perguntou o que tinha sido o almoço e o meu amigo Miguel disse-me:

-É melhor começares a habituar-te porque a Dona Rosa pergunta sempre o que foi o almoço

– Ok, respondi eu.
De seguida chegamos à escola, e quando passei pela sala polivalente vi a Susana e a Sofia e fui a correr dar-lhes um abraço e começaram a dizer que eu estava muito grande, que tinham muitas saudades minhas e a perguntar como ia a escola e isso fez-me lembrar os bons tempos que lá passei e foi uma sensação muito boa.

Joana Gaudêncio, 10 anos

Read Full Post »