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Archive for the ‘Gonçalo Gonçalves’ Category

Vou contar-vos como penso que seria o mundo se os animais falassem…

  Era um dia bonito de primavera. Lá ia eu, para mais um dia de escola, com o meu cão ao lado. Íamos os dois para a escola, a conversar.

  Quando chegámos è entrada, disse-lhe:

  – Agora podes ir passear. Encontramo-nos logo às 3 horas, quando acabarem as aulas. Adeus.

  -Adeus- respondeu-me ele, bocejando

  E lá fui eu para as aulas muito tranquilo. O dia correu normalmente, por vezes um pouco monótono, dependendo das disciplinas. Por fim ouvi a campainha do fim da última aula. Tinha acabado. Tinha de ir ter com o Lucky ( era assim que se chamava o meu cão.)

Saí da sala de aula e dirigi-me ao portão, mas  ele ainda não estava lá. Esperei, esperei, esperei e nada. Pensei cá para mim ”Onde será que ele se meteu? Costuma ser tão pontual!”

  Fui à procura dele. Enquanto andava por aí, encontrei um amigo dele, o Jimmy. Era um cão grande, farrusco, mas muito bonzinho. Nunca metia medo a ninguém, e tinha muito cuidado quando havia crianças por perto.

  -Viste o Lucky? – Perguntei-lhe eu.

 -Vi-o há cerca de uma hora com uma cadela toda engraçada. Foi por ali. – E ele apontou-me o caminho.

  -Obrigada, Jimmy.-Agradeci e fui no encalço do malandrão.

  Fui por onde ele me indicou, a correr, e encontrei-o a passear com uma cadela Lassie, toda girinha.

  -Lucky?-! Vem cá, gritei-lhe eu a plenos pulmões.

  Ele veio com um ar muito cabisbaixo e disse-me:

  – Desculpa não dei conta  das horas passarem.

  -Não faz mal … -desculpei-o.

  -Vou só despedir-me da Minnie.-Pediu-me ele.

  Ele foi, enquanto eu me encostei a uma árvore a jogar um pouco no telemóvel. Ele voltou e depois fomos para casa, como noutro dia qualquer.

  É assim que penso que seria, se os animais falassem: uma vida alegre e cheia de surpresas.

Gonçalo Gonçalves, 5.º ano, 11 anos

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O Boneco de Neve

 Era uma vez um boneco de neve que vivia na Serra da Estrela. Vivia numa gruta muito escura onde nenhum menino tinha ido. E ele só pensava:

  “Eu estou numa gruta tão isolada, como é que alguém me pode descobrir?”

Mas, um dia ouviu uma voz muito aguda. Parecia uma menina pequenina. A voz aproximava-se cada vez mais e ele pensava que podia ser a hipótese de ver alguém. Mas, depois, a voz afastou-se novamente.

Passaram dias, dias e nunca mais via ninguém.

Mas um dia apareceu uma menina que encontrou o boneco de neve e perguntou-lhe:

-Sabes onde encontrar lenha?

-Sim. No fundo da gruta.

A menina foi buscar a lenha, empilhou-a toda e chegou-lhe lume. Quando o ambiente da gruta começou a aquecer, o boneco de neve começou a derreter. E a menina aflita disse:

-O que é que eu fiz?

Pegou num balde que tinha na mala e foi buscar neve. Como era um bocadinho distraída esqueceu-se de apagar a lareira e ele continuou a derreter.

Quando ela chegou à gruta ele já estava derretido.

-E agora o que é que eu faço? – Repetia ela para si mesma. – Ele podia-me ajudar a sair daqui. Agora tenho que andar pelo frio sem saber para onde ir.

Andou durante muito tempo e só via o boneco de neve em todos os lados, até que finalmente lá divisou os pais correu para eles e contou-lhes o que tinha acontecido.

A partir desse dia, sempre que ir para a cama via o boneco de neve. E adormecia, triste, a pensar na forma de compensar o seu erro.

Gonçalo Gonçalves, 11 anos, 5.º ano

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Era uma vez uma formiga que corria nas provas de atletismo, e que, por isso, era muito rica.

Um dia as provas mudaram-se para um sítio muito longe e a formiga não se podia mudar porque tinha a família para sustentar. Então disse para si toda convencida:

-Com o dinheiro que tenho, vai ser fácil.

Viveram como reis durante alguns dias, mas um dia a formiga foi ao banco e foi informada de que já não tinha mais dinheiro.

-E agora tenho que ir contar à minha família para eles me ajudarem. – disse ela para si mesma.

Quando a formiga foi ter com a família contou-lhes e eles disseram que não precisavam dela. Porque o irmão dela era uma grande estrela de futebol e ia lá  buscá-los, mas ela não podia ir.

Quando eles foram embora a formiga ficou sozinha e na rua porque a família tinha vendido a casa. Quando já era meia-noite um grilo andava na rua e encontrou a formiga deitada num banco a dormir. Acordou-a e perguntou:

-O que fazes tu a estas horas deitado num banco de rua?

-A minha família abandonou-me.

-Eu sei o que isso é. Olha podes ficar em minha casa até encontrares uma casa.

-A sério? Obrigado.- agradeceu ela.

Os dois passaram imenso tempo juntos. Por isso, quando a formiga conseguiu dinheiro para comprar uma casa quis ficar com o grilo. E assim os grandes amigos ficaram a viver juntos na mesma casa.

Gonçalo Gonçalves, 11 anos, 5.º ano

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O Meu Cão

O meu cão chama-se Lucky tem cerca de 3 anos e é muito querido.

Ele é branquinho, tem umas patinhas pequeninas, tem um focinho preto e orelhas alaranjadas. Quando ouve algumas palavras como por exemplo “Rua”, “água” ou “papinhas” espeta logo as orelhas para cima.

Ele come tudo o que lhe põem à frente, mas a sua comida preferida é café, ossos e pistachios com piripiri.

Quando vamos à rua e ele vê um cão costuma ladrar e rosnar. Até houve uma vez que foi mordido por um Rothweiler.

Ele gosta muito de brincar com um boneco da Hello Kitty e com rolinhos de meias.

Eu gosto muito do meu cão e ele também de mim.

Gonçalo Gonçalves, 11 anos, 5.º ano

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Era uma vez um leão que se chamava Jim. Ele era muito distraído. Quando ia à caça nunca apanhava nada porque, ou pisava um ramo ,ou distraía-se com as borboletas… Enfim, nunca apanhava nada.

Um dia, quando estava a passear, viu uns veados e pensou para si próprio:

-Se eu não apanhar nada vou ficar fraquinho e nunca conseguirei impressionar as leoas. Hoje, sim, tenho que conseguir!

E lá foi ele a correr atrás dos veados,  mas eles corriam demasiado para um leão que não comia havia dias.

-Bolas assim nunca vou conseguir- pensou ele.

Entretanto, Jim ouviu uma voz vinda de cima:

-Ai, amigo, ainda tens que aprender muito.

O Jim olha para cima e vê um macaco.

-Um macaco? Deves pensar que caças muito bem – refilou ele.

-Tenho alguns conhecimentos – respondeu o macaco.

-Ahm sim? Quero ver isso- retorquiu o leão.

-Agora não. Já está a ficar escuro – respondeu o macaco. – Se quiseres podes vir a minha casa e eu ensino-te a caçar.

-Eu!? a casa de um macaco!? Só podes estar a brincar. Ainda por cima já viste alguma vez um macaco a ensinar um leão a caçar?

-Está bem. Como quiseres. Adeus.

-Espera… Está bem… eu vou.

E os dois foram para casa do macaco. Quando lá chegaram o Jim disse:

-Bela casa! Que maravilha! Adoro!

O macaco deu-lhe um bocado de carne e disse-lhe:

-Isto é para teres força para amanhã.

-Obrigado, macaco.

O leão devorou a carne num instante.

-Vê-se mesmo que não comias há dias. Agora eu vou descansar para amanhã ter forças para caçar. Boa noite Jim.

-Boa noite macaco.

No dia seguinte o leão acorda e não vê o macaco. E grita:

-Macaco, macaco, onde estás?

-Chiu, não vês que estou a meditar- respondeu o macaco.

-Ah, desculpa.

Depois de uma longa meditação lá foram eles para a caça. Andaram durante algum tempo até que pararam.

-Até que enfim – disse o leão estafado. – Já estava sem fôlego.

-Descansa amigo vais ter que ter força para caçar.

Depois de algum tempo de descanso o macaco diz:

-Vá, vai tentar caçar aqueles veados.

O leão foi, mas ainda antes de atacar, ouviu  o macaco dizer:

-Em vez de ires a favor do vento vai contra o vento.

-Ok. Obrigado macaco.

O leão foi contra o vento, mas em vez de apanhar um foi a correr contra vários, claro que não deu resultado nenhum.

-Não, não, não. Tens que te focar numa presa só.

-Está bem respondeu o leão.

O leão estava a ir para a sua posição quando sentiu um bafo quente nas costas.

-Um búfalo! Aaahhh, fujam – gritou o leão assustado.

O leão começa a correr para o lado que está virado. Ele correu tão rápidamente que passado algum tempo já se tinha perdido.

– E agora que vou fazer? Separei-me do macaco e agora não sei caçar.

O leão andou durante horas até que encontrou um sítio para dormir.

-Bem, vou passar aqui a noite talvez amanhã consiga caçar qualquer coisa.

Logo de manhãzinha o leão foi caçar. Viu um coelho, aproximou-se pelo lado contrário do vento e atirou-se ao coelho. Desta vez, sim, conseguiu.

-Viva, apanhei um coelho.

-Uma leoa que passava por ali viu a caça e decidiu ir ter com o leão e disse:

-Foste impressionante.

-Oh, não foi nada de impressionante.

Eles foram conversando, foram-se conhecendo e passado algumas semanas já tinham filhotes.

Um dia o leão estava à procura de caça quando ouve:

-Estou a ver que já tens uma família.

-Macaco, há quanto tempo não te via?

O leão foi apresentar o macaco à família e a leoa convidou-o para ficar com eles a viver e assim eles ficaram a viver felizes.

Gonçalo Gonçalves, 11 anos, 5.º ano

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Não Desistas!

  Numa manhã de Domingo João acorda com a mãe a dizer-lhe:

  -João, rápido! Olha para as horas.

Ele olha para o relógio e vê 11h32m.

-Rápido, tenho que estudar. – disse ele à pressa. Eu tenho que fazer a composição no computador, mas eu não sei nada sobre Camões nem sobre o computador.

-Olha eu, a tua mãe e a tua irmã vamos ao supermercado e depois vamos almoçar a casa dos Fialhos. – Diz-lhe o pai- Tens o almoço na cozinha.

-Está bem, pai. Adeus. – Responde o João com uma cara de farto.

-Adeus querido. – Diz-lhe a mãe.

Quando saíram o João foi para o computador tentar pesquisar sobre Camões e tentar fazer o trabalho.

-Quem me dera que o trabalho fosse na Playstation. – pensou ele. Depois disso fechou o computador com muita força.

-AU! Tem mais cuidado.

-Quem falou? – Diz João muito assustado.

-Fui eu. – ouviu-se uma voz suave dizer.

-Eu quem?

-O computador.

-Deve ser. – disse o João ironicamente, como se não acreditasse.

-Então aproxima-te.

O João aproximou-se e viu o computador com boca e olhos.

-AAAAAAAHHHHHHH. – Gritou o João e desatou a correr para o quarto.

Passado um bocadinho João veio para a sala devagarinho e ficou a olhar para o computador.

-Eu só quero ajudar-te. – disse-lhe o computador.

O João sentou-se na cadeira e o computador começou a explicar-lhe como ir pesquisar onde ir escrever, e ao fim de duas horas ele já tinha feito. E foi-se sentar no sofá a ver televisão.

Quando os pais chegaram foram ver e ele estava sentado a ver TV.

-Então onde está esse trabalho? – Pergunta a mãe a olhar com uma cara séria para ele.

-Já o fiz – disse o João contente.

-Quero ver. – respondeu a mãe.

O João mostrou o trabalho e a mãe ficou admirada.

-Para quem não percebia nada de computadores está muito giro. – disse ela.

-Obrigada. Fui descobrindo uma coisinha e outra coisinha e depois acabei por entender. – disse-lhe o João  com um sorriso enigmático. E piscou o olho ao computador.

Gonçalo Gonçalves, 10 anos, 5.º ano

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Uma aventura!

No ano passado eu tive uma grande aventura que me meteu medo até aos cabelos.

Eu estava com dois amigos. Um chama-se Guilherme e o outro é o Bruno. Estávamos nós os três a tocar às campainhas, quando, de repente, vemos uma pessoa a olhar para nós. Ela vem atrás de nós, começamos a correr e ele foi chamar as pessoas que estavam no prédio que também nos começaram a perseguir.

Nós conseguimos despistá-los, mas escondemo-nos atrás de um carro e eles estiveram a procurar-nos durante muito tempo.

Passado um bocado, quando nós estávamos a tentar escondermo-nos noutro local, uma mulher viu-nos.

-Eles estão ali vamos apanhá-los!- gritou ela bem alto.

Começámos a correr que nem loucos até chegarmos a uma árvore local onde eu e o Gui nos separámos, seguindo cada um por seu lado. Andámos tanto que fomos parar a um bosque.

-Acho melhor voltarmos para trás, porque este bosque é assustador.-disse o Gui.

Nós virámo-nos para trás e vimos as pessoas lá ao fundo.

-Temos que entrar no bosque por mais horroroso que pareça.- respondi eu com segurança.

-Ok! -disse o Gui com ar de quem estava cheio de medo.

As únicas coisas que tínhamos para comer eram pão e bolachas. Foi a nossa salvação. O bosque era arrepiante e cheirava mal.

-É melhor fazermos um abrigo.- propus eu quando era quase de noite.

À noite estava um frio de rachar. Tremíamos tanto que tivemos que fazer um abrigo. O nosso abrigo não ficou perfeito, mas deu para passarmos a noite.

Na manhã seguinte logo ao nascer do dia o Gui perguntou:

-Dormiste alguma coisa?

-Quem me dera -respondi eu a tremer de frio.

Andámos mais algum tempo até que finalmente encontrámos casas.

Ficámos de tal forma marcados com esta situação que nunca mais fomos tocar às campainhas. Foi remédio santo.

Gonçalo Gonçalves, 10 anos

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