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Archive for the ‘Catarina Carapinha’ Category

Na minha opinião, mudar o mundo é um conceito muito vago. Quando pensamos em mudar o mundo, podemos pensar em mudar o que conhecemos à nossa volta, mudar o país, mudar o “globo”. E, quando fazemos alguma boa ação, desencadeamos outra.  E isso é mudar o mundo.

Para o mudarmos podemos fazer um milhão de ações e, sempre que as concretizamos com sucesso, há mais uma estrela que brilha no céu. Podemos dar os livros de que já não precisamos, dar as roupas que já não nos servem, ajudar associações de caridade como casas de repouso ou de apoio social, ou ajudarmos alguém que precise definitivamente de apoio.

Pois essas são as pequenas coisas que podemos fazer individualmente para mudar o mundo à nossa volta. Mas, antes de fazermos tudo isto, temos de nos mentalizar que nós não somos apenas «um grão de areia numa praia»… Nós somos a praia toda. E devo admitir que consciencializei isso ao escrever este texto.

Se conseguirmos fazer isto tudo individualmente, imaginem o que podemos fazer em grupo: podemos tornar-nos, em vez de uma pequena praia, numa costa inteira e pôr tantas estrelas a brilhar quantas as necessárias para fazer a maior constelação do mundo. Isso, sim, é fazermos o que podemos para mudar o mundo.

Com simples palavras, gestos e atos, nós influenciamos tudo à nossa volta. Se usarmos esse facto para praticarmos o bem, o mundo não será o mesmo!

Por isso, mãos à obra! Vamos mudar o mundo!

Catarina Carapinha, 12 anos, 6.º ano de escolaridade, Colégio de Alfragide

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Estava a bonita princesa

No seu jardim sentada

Com um pente de ouro

Os seus cabelos penteava.

 

De repente olhou para o mar

Viu que vinha um grande navio

E como o marido estava na guerra

Ao capitão se dirigiu.

 

– Diz-me, senhor capitão

Desse grande e belo navio

Se viste o meu marido

Um homem forte e bonitão.

 

– Andam tantos guerreiros

Naquela terra sagrada

Diz-me tu minha princesa

Aquilo que ele levava.

 

– Levava cavalo branco

Uma sela brilhante e dourada

Na ponta da sua espada

Uma cruz estava pendurada.

 

– Por aquilo que me disseste

Lá o vi na terra sagrada

Estava no chão deitado

Com uma espada no peito espetada.

 

– Ai, que triste que eu estou

Que o meu marido morreu na terra sagrada

E das três filhas que tenho

Nenhuma delas é casada.

 

– Que me davas, minha querida

Se eu trouxesse o teu marido aqui?

Faz-me várias ofertas

E eu aceito a que me agrada.

 

A princesa pensou e

tudo o que podia, ofereceu

Mas o capitão que era teimoso

A nenhuma delas cedeu.

 

 

Farta destas teimosias

E sem nada para oferecer

A princesa ficou triste

Pois nada podia fazer.

 

O capitão sorriu e disse:

– Minha princesa simpática

Ainda não te ofereceste a ti

E eu ficaria satisfeito,

se tu viesses para aqui.

 

– Um capitão que pede isso

Não pode esperar que eu me ofereça

Eu à procura do meu marido

E tu a fazer com que eu me aborreça.

 

Vai embora agora

Que eu não te quero ver mais

Criados, ó meus criados!

Ajudai-me que eu estou a a sofrer demais!

 

– Estou espantado contigo!

E isso até me aborrece.

Vou à guerra por uns tempos

E nem a minha mulher me reconhece.

 

E assim a princesa percebeu

Que ele era o seu marido

Abraçou-o com força

E pôs fim ao alarido.

 

Catrina Carapinha, 6º ano A

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Todos aqueles que acham que as crianças são pequenos seres humanos com pouca importância estão muito enganados, pois as crianças têm os seus próprios direitos.

Os direitos das crianças são cinquenta e quatro, e todos muito importantes. Foram elaborados no dia vinte de novembro de mil novecentos e oitenta e nove, pelas Nações Unidas.

No entanto, mesmo com estes direitos feitos, ainda há quem não os respeite, mas isso é ilegal, e na minha opinião e na de muitas outras pessoas as crianças devem ser tratadas de acordo o que dizem os seus direitos, pois elas merecem isso tanto como quaisquer outras pessoas.

Eis os direitos das crianças:

  • Todas as pessoas com menos de 18 anos têm todos os direitos escritos nesta Convenção.
  • Têm todos esses direitos seja qual for a sua raça, sexo, língua ou religião. Não importa o país onde nasceram, se têm alguma deficiência, se são ricas os pobres.
  • Quando um adulto tem qualquer laço familiar, ou responsabilidade sobre uma criança, deverá fazer o que for melhor para ela.
  • Toda a gente deve reconhecer que têm direito à vida.

 

  • Têm direito a um nome e a serem registadas, têm direito a uma nacionalidade e o direito de conhecerem e serem educados pelos seus pais.
  • Não devem ser separadas dos seus pais, exceto se for para o seu próprio bem, como por exemplo, no caso de os seus pais a maltratarem ou não cuidarem de si. Se decidirem separar-se, têm de ficar a viver com um deles, mas têm o direito de contactar facilmente com os dois.
  • Se ela e os seus pais viverem em países diferentes, tem direito a regressar e viver junto deles.
  • Não devem ser raptadas mas, se tal acontecer, o governo deve fazer tudo o que for possível para as libertar.

Apesar de existirem cinquenta e quatro direitos, só estão aqui representados oito direitos fundamentais.

E está comprovado que tal como os adultos, e apesar de terem uma idade inferior, as crianças também têm os seus direitos, e assim se prova que a vida de uma criança é justa e privilegiada, defendida por todos os cinquenta e quatro direitos.

 

Catarina Carapinha, 11 anos

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Nos últimos anos a pobreza em Portugal tem vindo a aumentar drasticamente, e neste momento Portugal encontra-se num nível de pobreza muito elevado.

O conceito de pobreza pode ser entendido como falta de bens, como carência de alimentação e vestuário, não ter saneamento básico e não ter alojamento. Mas a pobreza também pode ser entendida como a carência social, ou seja, estar excluído da sociedade, e a dependência e a incapacidade de participar na sociedade. Este conceito interfere também com a alimentação e com a informação.

A pobreza é causada por corrupção, mas não só. Também pode ser causada por discriminação social, devido à raça e género, pela exclusão social, por desastres naturais, como terramotos e tornados, consumo de drogas, o alcoolismo, e certos problemas de saúde, entre outras causas.

As principais consequências da pobreza são a fome, a baixa esperança de vida, as doenças, a falta de oportunidades de emprego, a carência de água potável e de saneamento, maiores riscos de instabilidade política e violência, a emigração, a existência de discriminação social contra grupos vulneráveis, a existência de pessoas sem-abrigo e a depressão.

Mas, como tudo na vida, a pobreza também se pode combater, evitando que se propaguem as principais causas que acabam por levar-nos à pobreza.

A pobreza não é exatamente exclusão social, mas estes dois conceitos estão ligados entre si.

A exclusão social é o conceito que refere a dificuldade ou os problemas sociais que levam ao isolamento e até à discriminação de uma determinada sociedade. Estes grupos que sofrem de exclusão social, precisam assim de uma estratégia de inserção de modo a que se possam integrar e serem aceites pela sociedade que os rodeia.

A pobreza pode levar a uma situação de exclusão social, no entanto, não é obrigatório que estes dois conceitos estejam totalmente interligados. Um trabalhador de uma classe social baixa, pode ser pobre e estar integrado na sua classe e comunidade. Deste modo, estados como a pobreza, o desemprego ou emprego precário, as minorias étnicas e ou culturais, os deficientes físicos e mentais, os sem-abrigo, trabalhadores informais e os idosos podem originar ser excluídos socialmente mas, não é obrigatório que o sejam.

As pessoas podem ser excluídas socialmente devido à sua raça, ao seu género, e às suas condições de vida, entre outras.

Na minha opinião e na opinião de muitos outros, não se deviam excluir da sociedade pessoas com características diferentes, pois ao fim e ao cabo, todos somos iguais, e todos merecemos ser tratados da mesma forma.

Na semana de quinze a dezanove de outubro celebra-se o combate à pobreza e à exclusão social. Apoiem esta causa!

Exemplo de reportagem sobre a pobreza e a exclusão social no âmbito da Semana Contra a Pobreza e a Exclusão Social.

Catarina Carapinha, 11 anos

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Olá! Eu sou a Mizi, uma pequena gotinha de água! Sou muito pequenina, e os grandes seres humanos não sabem como eu vivo, por isso vou contar-vos!
Sou mais uma gota de água no meio de muitas outras, e há quem não me dê muita importância, mas eu sei que a mereço.
Eu levo uma vida muito atribulada! Vivo na minha pequena casa, e todos os dias vou trabalhar. Tudo começa quando a torneira é aberta, e lá vou eu para mais um copo cheio de água. Lá conheço amigas novas e viajamos juntas para o organismo do nosso «dono» naquele momento. Ficamos lá dentro algum tempo, onde podemos conversar todos, até sermos chamadas para a má hora de sair.
Para nós, a saída é como um salto para uma enorme piscina. Eu vou com todas as amigas que conheci, e por vezes penso que vou perder gotinhas de água importantes para mim, mas elas vêm mais no final e adoram relaxar connosco durante o tempo que
podemos.
Mais tarde sentimo-nos, todas nós, como se fossemos comidas por um tornado, e vamos todas juntas, descendo por uma «grande cascata». Passamos por todas as casas da cidade, as piscinas municipais, os museus, os laboratórios, as ruas e ruelas, as baixas e as lojas, os centros comerciais e as gelatarias. Enfim… é uma vista fantástica, e ficamos a conhecer toda a cidade.
A minha casa é quase na fronteira, e eu às vezes chego a ser a única gotita no «escorrega».
Quando chego a casa, sinto-me cansada e vou descansar para no dia seguinte estar pronta a trabalhar.
Assim é a vida de uma gota de água, talvez um pouco diferente da dos humanos no que toca ao emprego, mas igualzinha nas outras alturas. E também outra igualdade: temos todos a mesma importância!
E esta é a vida de uma pequena gota de água!
Catarina Carapinha
6º ano A

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OS ANIMAIS

Os animais dão-nos miminhos
Também imensa alegria
São sempre bons companheiros
Mesmo em épocas doentias.
Estão sempre connosco
Não os queremos perder
Para isso só temos,
Só temos é de os proteger
Os animais estão em perigo
Podem até desaparecer
E se esse for o caso
Não mais os vamos ver.
E nesta pequena poesia
Falei em como gostamos dos animais
São aquilo que «intitulamos»
«De nos mimarem e querermos mais»!!!

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A TRISTEZA

Hoje chove lá fora,

Não te posso encontrar.

Mais um dia que passou

Sem te poder admirar.

 

Sinto-me totalmente só,

A chuva cai bruscamente

Ao contrário do teu sorriso

Que me acaricia continuamente

 

O ramo da árvore

Está todo despedaçado

Como o meu coração

se encontra destroçado

 

A chuva que cai,

São as lágrimas na minha cara

Que escorrem, húmidas

E que a tristeza desencadeara.

 

Quando esta tormenta terminar

Tu irás cair do céu como um anjo

A tempestade irá acabar

E eu irei te encontrar

 

Catarina Carapinha

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