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Archive for Janeiro, 2015

A Noite

A Noite faz o silêncio,

faz a escuridão,

Nem um pio se ouve

nem o rosnar do cão.

Na Noite nos deixamos mergulhar.

Num manto de paz…

Sono e nem mais.

A Noite traz o sono,

faz nascer a lua

e nem se vê ninguém na rua.

Depois a Noite desaparece…

Quando o dia rompe

Mas onde houver sombras

a noite estará lá.

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Era uma vez, no Reino dos Conquistadores Verdes, no bosque perto da aldeia de D. Pedro, o Pequeno, uma grande colónia de coelhos que vivia perto do Riacho Grande Azul. Não muito longe dali, morava, numa pequena casa, um senhor chamado Rodolfo, que adorava cuidar da sua horta.

Infelizmente, como já era habitual, os nossos amigos coelhos tinham ido buscar novamente as cenouras do Sr. Rodolfo, que eram muito docinhas. Cansado de tanta roubalheira, o nosso aldeão decidiu dar uma lição aos marotos dos coelhos. Falando com o seu fiel amigo, o cão Farrusco, disse em voz alta:

– Com que então eles pensam que me roubam as cenouras e fica mesmo assim… Já vão ver o que lhes acontece!

Farrusco olhou para o seu dono com um ar satisfeito, abanando a cauda como se adivinhasse uma grande caçada. Então, o Sr. Rodolfo foi preparar a sua mochila na qual colocou um grande lanche, alguns agasalhos e diverso material de caça, não se esquecendo da sua espingarda.

Ao sair de casa, disse a Farrusco:

– Alegra-te, meu amigo, que hoje vamos comer coelho assado!

Um coelho atrevido reparou nestes preparativos e foi rapidamente avisar os outros:

– Alerta! Alerta! – gritou o coelho aflito – o Sr. Rodolfo vem caçar-nos!

Ao ouvir tamanha aflição, o Chefe Coelho perguntou:

– O que se passa aqui?

– Vamos ser caçados! Vamos ser caçados! – gritaram os coelhos.

– Ah, isso é que não vamos! Juntem-se à minha volta, que vos vou contar o plano para sairmos desta alhada – disse o coelho.

O Chefe Coelho partilhou as suas ideias com os companheiros, tendo como objetivo cansar o Sr. Rodolfo ao máximo, até que desmaiasse de exaustão.

Após caminhar alguns minutos, o Sr. Rodolfo e Farrusco chegaram à orla do bosque determinados a arranjar um coelhinho para o jantar.

Mal entraram, apareceu um coelho a correr junto dos seus pés, que rapidamente desapareceu. O Sr. Rodolfo ainda correu na direção do coelho, mas foi um esforço em vão. De repente, na direção oposta, o nosso caçador viu umas folhas a mexer. Com passo apressado, dirigiu-se com a sua arma em punho para o local, mas a única coisa que viu foi um pompom de um coelhinho a desaparecer entre os arbustos. E infelizmente para o nosso aldeão, esta situação aconteceu mais trinta vezes. De tanto andar a correr com a sua mochila e arma de um lado para o outro, o Sr. Rodolfo estava totalmente exausto. O cansaço já era tanto que, num último esforço, o seu corpo já não aguentou e acabou por desmaiar junto a uma árvore, para espanto do cão Farrusco. Este, ao ver o dono caído, aninhou-se ao seu lado, na esperança de que ele recuperasse rapidamente, mas acabou por adormecer. Passados longos minutos, qual não foi o espanto de Farrusco quando viu, ao abrir os olhos, uma grande roda de coelhos a comemorar a vitória sobre o Sr. Rodolfo!

O nosso amigo Farrusco teve de dar a mão à palmatória… Desta vez, os coelhos tinham ganho.

– Bem… – pensou o cãozinho – parece que desta vez fomos vencidos. Não há dúvida: os “homens” não se medem aos palmos, e quem vai à guerra dá e leva.

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