Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Fevereiro, 2013

Estava a bonita princesa

No seu jardim sentada

Com um pente de ouro

Os seus cabelos penteava.

 

De repente olhou para o mar

Viu que vinha um grande navio

E como o marido estava na guerra

Ao capitão se dirigiu.

 

– Diz-me, senhor capitão

Desse grande e belo navio

Se viste o meu marido

Um homem forte e bonitão.

 

– Andam tantos guerreiros

Naquela terra sagrada

Diz-me tu minha princesa

Aquilo que ele levava.

 

– Levava cavalo branco

Uma sela brilhante e dourada

Na ponta da sua espada

Uma cruz estava pendurada.

 

– Por aquilo que me disseste

Lá o vi na terra sagrada

Estava no chão deitado

Com uma espada no peito espetada.

 

– Ai, que triste que eu estou

Que o meu marido morreu na terra sagrada

E das três filhas que tenho

Nenhuma delas é casada.

 

– Que me davas, minha querida

Se eu trouxesse o teu marido aqui?

Faz-me várias ofertas

E eu aceito a que me agrada.

 

A princesa pensou e

tudo o que podia, ofereceu

Mas o capitão que era teimoso

A nenhuma delas cedeu.

 

 

Farta destas teimosias

E sem nada para oferecer

A princesa ficou triste

Pois nada podia fazer.

 

O capitão sorriu e disse:

– Minha princesa simpática

Ainda não te ofereceste a ti

E eu ficaria satisfeito,

se tu viesses para aqui.

 

– Um capitão que pede isso

Não pode esperar que eu me ofereça

Eu à procura do meu marido

E tu a fazer com que eu me aborreça.

 

Vai embora agora

Que eu não te quero ver mais

Criados, ó meus criados!

Ajudai-me que eu estou a a sofrer demais!

 

– Estou espantado contigo!

E isso até me aborrece.

Vou à guerra por uns tempos

E nem a minha mulher me reconhece.

 

E assim a princesa percebeu

Que ele era o seu marido

Abraçou-o com força

E pôs fim ao alarido.

 

Catrina Carapinha, 6º ano A

Anúncios

Read Full Post »