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Archive for Outubro, 2011

As Aves

Têm tanta sorte as aves 
elas podem voar
entre os prédios
ou mesmo à beira-mar.

Quem me dera ser uma delas 
para no Sol tocar
ir até outros mundos
com ET ‘s conversar…

Quem me dera ser rouxinol 
poder muito cantar
levezinho e pequenino
muito poderia encantar!…

Quem me dera ser falcão 
para o rei dos pássaros ser
entrar em todas as demandas
e sair sempre a vencer!

Quem me dera ser mocho 
e inteligente ficar
com o porte majestoso
todos ia impressionar!

Quem me dera… 
Quem me dera…
Não percebo porquê!
Sou o único que tenho sorte,
posso ler e ver TV!

João Cruz, 5º ano

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O Grande Viajante

Um menino, chamado Jão, quase a fazer dez anos, vive na aldeia do Duende, na Serra da Arrábida. O seu maior amigo é um cão, pastor alemão castanho claro. Ele chama-se Fal.

Os dois são muito corajosos e brincalhões. Passam os dias a correr e a explorar a serra à procura de tesouros escondidos.

Um dia, ao passarem pela aldeia da Ciência, um pastor contou-lhes a história da aldeia Assombrada e do gigante que lá vivia. A aldeia localizava-se algures a norte da serra, junto ao mar.

Fal parecia compreender o que o pastor dizia e começou logo a ladrar e acorrer, abanando a cauda. Jão disse adeus e desatou a correr atrás do seu amigo.Correram, correram até que o Sol começou a esconder-se atrás do mar.O Jão até pensou que o mar estava a engolir o sol.

Nesse momento, Fal parou à sua frente e ficou muito quieto e de orelhas em pé. Quando Jão chegou ao sítio onde Fal estava viu uma aldeia muito escura e sem pessoas. Não se ouvia nenhum ruído. O lugar parecia abandonado e metia medo. Lentamente os dois amigos aproximaram-se.

De repente Jão ouviu uma voz aterradora:

– João levanta-te imediatamente! Já é hora de ir para a escola.

João acordou e descobriu que tudo aquilo tinha sido um sonho. Melhor! Um super sonho que ele queria realizar.

 

João Cruz, 5º ano

 

 

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A tarde prometia. Estava calor e o mar apetitoso. Desde manhã cedo que a minha mãe dizia que queria ir à praia. Mal acabámos de almoçar fomos dar uma volta, para fazer a digestão mais depressa. Mas o circuito escolhido iria condenar a minha tarde.

Enquanto caminhávamos, a minha mãe e a minha irmã só olhavam para as lojas e acabavam por lá entrar. Eu e o meu pai é que não gostávamos. Mas o pior ainda estava para vir. A minha mãe e a minha irmã entraram numa loja de roupa e ficaram encantadas com a nova coleção. Mas a minha mãe não fica por aí.

– Vá João, vem experimentar roupa, tens o teu armário muito vazio.

– Ó mãe, pode parecer vazio porque ele é muito grande!

– Meu querido filho, vem lá experimentar roupa que não te faz mal nenhum.

– A mim não,  porque não sou eu que pago. Agora com a crise nunca se sabe se a nossa carteira fica vazia.

A minha mãe não ouvindo os meus argumentos arrasta-me até à secção das crianças.

As senhoras, que estavam todas entusiasmadas com as compras, foram as primeiras a sair da loja. Deixaram os homens para trás, que pagaram as compras e as carregaram até ao carro. Estas senhoras!

Quando chegámos ao carro, já nem era preciso perguntar as horas para saber se podíamos ainda ir à praia. Já se via o pôr-do-sol! As mulheres são mesmo capazes de arruinar uma tarde!

João Cruz

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Um Dia no Campo

Num belo dia de férias, a Alice foi dar uma volta pelos campos que rodeavam a sua aldeia. Lá ela viu muitas flores multicolores e também imensas borboletas.

Quando chegou a uma encosta de xisto descobriu uma misteriosa gruta. Curiosa como era quis entrar, apesar de ter medo da imensa escuridão. Mal entrou, morcegos e aranhas começaram a aparecer por entre as pedras. De repente, irradiou uma luz do meio do escuro e a Alice deu um grito. Era o seu irmão João que, por acaso, naquela mesma manhã saíra para o campo tal como ela. Seguiram em frente e encontraram um lago. Aproveitaram, tomaram um banho e apanharam um peixe vermelho.

Voltaram para casa e puseram o peixinho num aquário que lá tinham guardado.

Por fim, foram sentar-se no sofá a ver desenhos animados e a comerem pipocas salgadas. Foi um dia inesquecível!

Catarina Monteiro, 3.º ano, 8 anos

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