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Archive for Abril, 2011

Era uma vez um leão que se chamava Jim. Ele era muito distraído. Quando ia à caça nunca apanhava nada porque, ou pisava um ramo ,ou distraía-se com as borboletas… Enfim, nunca apanhava nada.

Um dia, quando estava a passear, viu uns veados e pensou para si próprio:

-Se eu não apanhar nada vou ficar fraquinho e nunca conseguirei impressionar as leoas. Hoje, sim, tenho que conseguir!

E lá foi ele a correr atrás dos veados,  mas eles corriam demasiado para um leão que não comia havia dias.

-Bolas assim nunca vou conseguir- pensou ele.

Entretanto, Jim ouviu uma voz vinda de cima:

-Ai, amigo, ainda tens que aprender muito.

O Jim olha para cima e vê um macaco.

-Um macaco? Deves pensar que caças muito bem – refilou ele.

-Tenho alguns conhecimentos – respondeu o macaco.

-Ahm sim? Quero ver isso- retorquiu o leão.

-Agora não. Já está a ficar escuro – respondeu o macaco. – Se quiseres podes vir a minha casa e eu ensino-te a caçar.

-Eu!? a casa de um macaco!? Só podes estar a brincar. Ainda por cima já viste alguma vez um macaco a ensinar um leão a caçar?

-Está bem. Como quiseres. Adeus.

-Espera… Está bem… eu vou.

E os dois foram para casa do macaco. Quando lá chegaram o Jim disse:

-Bela casa! Que maravilha! Adoro!

O macaco deu-lhe um bocado de carne e disse-lhe:

-Isto é para teres força para amanhã.

-Obrigado, macaco.

O leão devorou a carne num instante.

-Vê-se mesmo que não comias há dias. Agora eu vou descansar para amanhã ter forças para caçar. Boa noite Jim.

-Boa noite macaco.

No dia seguinte o leão acorda e não vê o macaco. E grita:

-Macaco, macaco, onde estás?

-Chiu, não vês que estou a meditar- respondeu o macaco.

-Ah, desculpa.

Depois de uma longa meditação lá foram eles para a caça. Andaram durante algum tempo até que pararam.

-Até que enfim – disse o leão estafado. – Já estava sem fôlego.

-Descansa amigo vais ter que ter força para caçar.

Depois de algum tempo de descanso o macaco diz:

-Vá, vai tentar caçar aqueles veados.

O leão foi, mas ainda antes de atacar, ouviu  o macaco dizer:

-Em vez de ires a favor do vento vai contra o vento.

-Ok. Obrigado macaco.

O leão foi contra o vento, mas em vez de apanhar um foi a correr contra vários, claro que não deu resultado nenhum.

-Não, não, não. Tens que te focar numa presa só.

-Está bem respondeu o leão.

O leão estava a ir para a sua posição quando sentiu um bafo quente nas costas.

-Um búfalo! Aaahhh, fujam – gritou o leão assustado.

O leão começa a correr para o lado que está virado. Ele correu tão rápidamente que passado algum tempo já se tinha perdido.

– E agora que vou fazer? Separei-me do macaco e agora não sei caçar.

O leão andou durante horas até que encontrou um sítio para dormir.

-Bem, vou passar aqui a noite talvez amanhã consiga caçar qualquer coisa.

Logo de manhãzinha o leão foi caçar. Viu um coelho, aproximou-se pelo lado contrário do vento e atirou-se ao coelho. Desta vez, sim, conseguiu.

-Viva, apanhei um coelho.

-Uma leoa que passava por ali viu a caça e decidiu ir ter com o leão e disse:

-Foste impressionante.

-Oh, não foi nada de impressionante.

Eles foram conversando, foram-se conhecendo e passado algumas semanas já tinham filhotes.

Um dia o leão estava à procura de caça quando ouve:

-Estou a ver que já tens uma família.

-Macaco, há quanto tempo não te via?

O leão foi apresentar o macaco à família e a leoa convidou-o para ficar com eles a viver e assim eles ficaram a viver felizes.

Gonçalo Gonçalves, 11 anos, 5.º ano

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O Cavalo Mágico

Era uma vez uma menina que se chamava Raquel e que era muito pobre. O maior sonho dela era ter um cavalo.

   -Se eu quero uma coisa tenho que trabalhar nela – pensou ela um dia.

Primeiro tinha que fazer umas coisinhas extras. Tinha de se esforçar para subir as notas, estar mais atenta, chegar a casa e fazer logo a mala, depois logo de seguida ir tomar banho e ajudar os meus pais nas tarefas domésticas. Além disso, esqueci-me de dizer que os pais estavam desempregados e mal tinham dinheiro para comprar comida. Mas, falando de outro assunto…

Passado os dias o pai contou-lhe que tinha arranjado emprego numa cavalariça. Como ela gostava muito de cavalos, um dia pediu-lhe para ir com ele.

Na sexta-feira seguinte, como não tinha aulas porque era feriado, foi com o pai. Quando entrou na cavalariça e olhou para os cavalos, ficou tão emocionada que de repente o coração começou a bater tão depressa como as patas dos cavalos a correr a galope.  Ao passar por um canto, viu um cavalo todo sujo e sem tratamentos no corpo e fui perguntar ao pai o que se passava com ele.

-Pai porque é que aquele cavalo tão lindo está naquele estado?”

-Ah, esse cavalo …, o dono vai abatê-lo hoje”- respondeu o pai.

-O quê? Como é que podem abater um cavalo tão meigo e dócil? -disse ela muito enervada.

-A vida é assim, não se pode fazer nada.

-Eu não acredito nisto! Eu vou tratar dele e vou conversar com esse…”Boss”mal criado!

Quando ela estava a dar banho ao cavalo ele virou a cabeça, olhou para ela e deu-lhe uma lambidela. Nesse momento ela sentiu que tinha que salvar aquele cavalo, que tinha que lhe dar todo o amor que ela tinha e ia lutar para isso. E depois de tratar do cavalo ela foi falar com o dono.

-Olá ,chamo-me Raquel e sou filha do Miguel Correia e eu gostava de lhe dar uma palavrinha, posso? – perguntou ela.

-Claro que podes.

-Olhe, eu fui à cavalariça e vi um cavalo lindo, todo maltratado e eu não tolero isso porque o meu sonho é ter um. Por isso não deve fazer isso e eu sei que são animais e há muitos no mundo, mas eles são seres vivos e têm tanto direito de viver como nós.

-Sim, claro… Mas aquele cavalo não faz nada… Até parece um burro .

-Desculpe, mas por favor não lhe chame isso. E porque é que acha que ele lhe parece um burro?  Não será porque está todo sujo e não se sente confortável ou porque não gosta de si?

-Pois, nunca tinha pensado nisso…

-Pois, mas deve-se pensar primeiro nas coisas do que depois fazê-las.

-Está bem. Eu vou mandar os homens não virem abater o cavalo.

– Fixe , obrigado. Mas…já agora, posso-lhe pedir outro favor?

-Depende, diz lá.

-Olhe, eu apaixonei-me por ele e queria lhe pedir se podia ficar com ele, assim tipo adoptá-lo?

-Sim, claro, mas vais ter que pagar… Deixa-me lá ver…a água, a ração , o alojamento e muitas mais coisas.

-O quê?  Está bem. Sabe-me dizer mais ou menos quanto custa?

-Por volta de cinquenta euros por mês, mas como tu foste muito querida e gostei muito de ti pode ser dez euros por mês, está bem assim?

-“A sério? Muito obrigado.- agradeceu ela de contente. E foi a correr dar-lhe um abraço.

E depois já estava na hora de se ir embora e de arrumar as coisas. Foi à cavalariça dar um beijinho muito grande ao “Boss”. Sabes porque é que te vou chamar assim? Porque gostei muito do teu dono. E o Boss relinchou como se tivesse a rir.

-Até amanhã, gosto muito de ti.- disse ela.

E durante a viagem de carro ela estava a pensar como é que ia arranjar os dez euros por mês. De repente pensou numa bancada de limonada e como ela tinha umas caixas de cartão e tinha vários limoeiros dava tudo na perfeição. E como ainda estávamos no princípio do mês ainda dava tempo, e este mês tinha 30 dias o que era bom.

E durante os intervalos na escola ela tinha uma mochila com o material e montava a bancada, e cada copo de limonada custava um euro e como um mês tem entre trinta ou trinta e um dias e como devia vender cinco copos por dia ia sobrar uns…uns…deixa-me lá fazer a conta “30 vezes 5 dá 150…menos 10 que eu tenho de pagar… sobram 140…” Pois então este mês ia receber 140 euros e o resto que sobrava ficava para as despesas dos pais.

E todos os dias a Raquel ia à cavalariça montar, acariciar, tratar do Boss. Passado uns tempos, ela ia a concursos e ganhava-os todos. E,  como prémio ganhava para aí dois mil euros e os pais dela tinham profissões muito boas e ganhavam bem e a ela era a melhor aluna da turma e o Boss era um campeão mundial.
Joana Gaudêncio, 10 anos, 5.º ano

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O meu pai acordou às seis da manhã só para tentar inscrever-me ( a mim e ao meu primo Alexandre), pois não se conseguia entrar ali facilmente. Só havia trinta vagas e havia filas de pessoas que estavam ali desde as quatro da manhã.

Quando entrámos lá para as actividades, os nossos pais tiveram de assinar uma folha para mostrar que estávamos presentes. Enquanto isso despedi-me do pai e fui para um lugar onde podia arranjar alguns amigos. A actividade que fizemos naquela manhã muito quente de segunda-feira foi fixe. Mas ficou ainda mais quando dois homens do Instituto das Florestas Nacionais nos mostraram com um microscópio paisagens muito bonitas. Mostraram-nos como medir a largura do tronco de uma árvore, a altura também e ainda por cima era com uma pistola muito estranha.

Depois fomos à “zona vedada”e vimos muitos animais através dos binóculos. A partir de uma  torre vimos toda a floresta de Monsanto e era uma paisagem realmente impressionante. Saímos da zona vedada e fomos pintar e desenhar sobre a floresta. Fomos ao refeitório de Alcântara e comemos carne com batatas fritas e como acompanhamento podíamos escolher salada.

Voltámos e brincámos um bocado no parque infantil onde jogámos à apanhada e subimos às àrvores. Depois disso fomos ver powerpoints sobre vulcões, pois eles podem estar em erupção em qualquer momento. Descobri, por exemplo, que há muito, muito tempo houve vulcões em Monsanto. A parte mais fixe deste dia foi termos feito um vulcão de terra a que depois juntámos vinagre com corante vermelho no buraco do vulcão. Aquilo começou a fervilhar e explodiu por completo.

Fui para casa e esperei por terça-feira. Quando cheguei começámos logo por uma actividade que foi espectacular: descobrimos que temos sempre uma mão artística, desenhámos com a mão direita, com a mão esquerda e com os olhos fechados até fizémos um bolo de terra que incluia a própria, água, ervas e flores e depois fomos almoçar outra vez ao refeitório de Alcântara.

Na outra actividade pintámos  um vaso que ficou giro, mas o mais giro foi o do meu colega do lado. Fomos para a zona vedada e chegámos a um ponto que era uma mesa e pusemos dentro do vaso um pedaço de um tijolo para a água em demasia escorrer depois pusemos terra e dividimos uma planta.

Quando cheguei a casa contei aos meus pais o que fiz nesse dia e fiquei desesperado por quarta-feira. Naquela quarta quente era um dia especial, pois íamos fazer a actividade chamada “Floresta Radical”.Chegaram os monitores e ouvimos todas as explicações. Até tínhamos um GPS. O objectivo era chegar ao parque da pedra e o GPS era muito “porreiro”. Parámos para lanchar a meio caminho, depois continuámos o caminho e o meu grupo foi o primeiro a chegar ao parque da pedra. Esperámos pelos outros grupos e fizemos slide. Ficámos com fome e fizemos um piquenique.

Foram umas férias muito fixes e sujas.

Nota: A história conta-se no plural porque éramos um grupo.

Miguel Brites, 11 anos, 5.º ano

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Não Desistas!

  Numa manhã de Domingo João acorda com a mãe a dizer-lhe:

  -João, rápido! Olha para as horas.

Ele olha para o relógio e vê 11h32m.

-Rápido, tenho que estudar. – disse ele à pressa. Eu tenho que fazer a composição no computador, mas eu não sei nada sobre Camões nem sobre o computador.

-Olha eu, a tua mãe e a tua irmã vamos ao supermercado e depois vamos almoçar a casa dos Fialhos. – Diz-lhe o pai- Tens o almoço na cozinha.

-Está bem, pai. Adeus. – Responde o João com uma cara de farto.

-Adeus querido. – Diz-lhe a mãe.

Quando saíram o João foi para o computador tentar pesquisar sobre Camões e tentar fazer o trabalho.

-Quem me dera que o trabalho fosse na Playstation. – pensou ele. Depois disso fechou o computador com muita força.

-AU! Tem mais cuidado.

-Quem falou? – Diz João muito assustado.

-Fui eu. – ouviu-se uma voz suave dizer.

-Eu quem?

-O computador.

-Deve ser. – disse o João ironicamente, como se não acreditasse.

-Então aproxima-te.

O João aproximou-se e viu o computador com boca e olhos.

-AAAAAAAHHHHHHH. – Gritou o João e desatou a correr para o quarto.

Passado um bocadinho João veio para a sala devagarinho e ficou a olhar para o computador.

-Eu só quero ajudar-te. – disse-lhe o computador.

O João sentou-se na cadeira e o computador começou a explicar-lhe como ir pesquisar onde ir escrever, e ao fim de duas horas ele já tinha feito. E foi-se sentar no sofá a ver televisão.

Quando os pais chegaram foram ver e ele estava sentado a ver TV.

-Então onde está esse trabalho? – Pergunta a mãe a olhar com uma cara séria para ele.

-Já o fiz – disse o João contente.

-Quero ver. – respondeu a mãe.

O João mostrou o trabalho e a mãe ficou admirada.

-Para quem não percebia nada de computadores está muito giro. – disse ela.

-Obrigada. Fui descobrindo uma coisinha e outra coisinha e depois acabei por entender. – disse-lhe o João  com um sorriso enigmático. E piscou o olho ao computador.

Gonçalo Gonçalves, 10 anos, 5.º ano

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Numa escola chamada Luís Madureira havia um miúdo chamado Roberto. O Roberto era um miúdo simpático, que tinha óptimas notas e que andava no 7º ano. A disciplina preferida dele era a História, mas dentro dessa disciplina havia uma matéria que ele achava muito interessante que era a Mitologia Grega.

Depois de fazer os trabalhos de casa das diversas disciplinas que tinha tido naquele dia, foi para a biblioteca procurar um livro que tivesse a ver com a Mitologia Grega. Procurou e rapidamente encontrou um livro. Quando pegou nele, sentiu um tremor e viu-se transportado para outra época.  Na biblioteca, as pessoas que estavam no mesmo corredor ou ao pé dele, repararam que tinha desaparecido e  ficaram muito assustadas. Algumas senhoras até desmaiaram.

Ninguém sabia para onde ele tinha ido nem queriam experimentar pegar no livro, pois, como era óbvio, ninguém queria desaparecer como tinha acontecido com o Roberto.

Nesse momento ele só sabia que estava num labirinto com umas paredes com uns sete metros e que até davam para escalar. De repente apareceu-lhe uma espada na mão, não sabia para quê, mas por alguma coisa lhe tinham oferecido uma espada.

O Roberto andou, andou e andou até que ouviu um rugido muito grande e pensou logo que não podia ser de um animal normal. Andou mais um bocado e viu uma coisa gigantesca com pelo menos trinta metros: era o Minotauro.

Ele adorava-o por ser tão grandioso e sempre tinha tido respeito e curiosidade por esta figura mitológica. Só que não o podia deixar comer pessoas. Por isso tinha de o matar.

Correu para ver se o conseguia baralhar, mas o Minotauro viu-o e largou os pedaços de pessoas. Depois disso deu-lhe um pontapé no peito e o Roberto caiu. Ficou tão furioso que subiu a parede, saltou, deu um mortal e espetou a espada no peito do Minotauro. Este caiu e morreu.

No momento em que o monstro dava o último suspiro, voltou à biblioteca. Acalmou-se e foi a correr para casa contar aos pais a sua aventura.

Nunca lhe tinha acontecido uma coisa tão espantosa. Daí em diante começou a tomar melhor nota de todas as histórias mitológicas que ia descobrindo. Talvez um dia ele fosse novamente transportado para dentro delas e seria importante estar a par de todos os pormenores.

Miguel Brites, 10 anos

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